Espero que entendam que adotar uma criança com mais de 3 anos de idade, vai muito mais além do que um gesto de amor, pois além do amor é preciso superar fases que muitas vezes são conflitantes.
Quero narrar minha experiência com a minha filha de 5 anos.Quando chegou no início deste ano ela apresentava uma postura de uma criança de 2 anos de idade, não falava, vivia nos abraçando e querendo colo a todo momento, achavamos que era por não estar acostumada com a nova família, mas descobrimos que além disso haviam muitos traumas a serem desmetificados.
FASE DA GULA: foi interessante porque nessa fase o problema não ficou apenas na esfera do meu lar, ele tomou dimensões maiores, envolvendo as relações externas. Tem um fato que ocorreu nessa fase e que ficou bem marcado foi quando houve uma festinha para ela ir e nessa festa ela não parava de comer tudo que ofereciam, minha cunhada que tinha levado ela me narrou que fcou até mesmo preocupada com a quantidade de docinhos, salgadinhos e bolo que ela comeu, nem mesmo um adulto conseguiria. Bem, foi aí que intervimos e nos posicionamos, comecei a dizer para todos da família que não mais achassem a criança como uma coitadinha que nunca tinha visto coisas gostosas e sim a tratassem normalmente e se tivessem que falar "agora chega" tinham que falar, pois senão ela não iria mais em lugar nenhum sem a presença dos pais.
Foi assim tomando posição e mostrando que tudo tem limite e que ela não estava mais em situação de pena que vencemos essa fase.
FASE DO XIXI: bom tenho que além de ter a minha filha adotiva tenho também a biológica e acho queaté mesmo por isso a fase do xixi na cama foi uma maneira de chamar mais a atenção para ela. Essa fase foi dificil mas foi partilhada por todos,quero salientar que ao adotar vocÊ não adota sozinho, todos fazem parte, pais, filhos, avós, tios, pediátra, todos mesmo sem exceções. esta fase além de perceber que o motivo não era físico, não havia problemas de saúde você tem que ter cautela ao mostrar para a criança que ela faz parte do meio e por isso ela é importante para você também, ser firme ao falar da incoveniência do ato de fazer xixi, mostrar que além disso gera problemas como no meu caso moro em apto, imagina onde fui secar o colchão na piscina do prédio, pois tive que pedir para o síndico permitir que eu secasse em um lugar comum. Ela participou de tudo, foi comigo levar o colchão, ficou vendo eu lavar os lençóis, o pijama e assim percebeu que tinha feito algo muito chato, me pediu desculpas e nunca mais fez xixi na cama.
FASE DO CHORO: Ela descobriu que se dessemos uma bronca por algo errado que ela fizesse com uma carinha digna de dó faz beicinho e abre a torneirinha do choro. Essa fase é a mais demorada, de vez em quando tem recaídas.. Mas, você precisa mostrar que o choro não resolve nada apenas irrita mais. técnica é deixar chorar até que ela perceba que não vai mudar o cenário e aprender a argumentar de forma normal para sua idade. Só que a fase do choro foi utilizada também para as tarefas escolares quando não estava a fim de fazer tarefa lá vinha a carinha de choro em cima da lição. Qto a escola ela não chora mais, mas só passou quando ela viu os parabéns da professora pela tarefa feita. Com as broncas o melhor foi perceber que a forma como falar com ela tinha que ser olho no olho e dizer porque estava recebendo uma bronca pelo que fez.
FASE DA COMIDA: eu tenho um sobrinho da mesma idade que ela e ele desde bebê teve problemas com alimentaçõa, alergia ao leite, trigo, entre outros. E devido a isto foi sempre paparicado com alimentação. Como já falei quanto à comida e não tinha problemas para ela comer tinha problemas para ensiná-la a fechar a boca. Mas o exemplo do meu sobrinho serviu para ela utilizar a comida como forma de chamar a atenção netão foi só juntar um mais um para ver no que deu: parou de comer direito. Esta fase estou vivendo atualmente, ainda não encontrei a solução mas quando descobrir eu vou postar.
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