Feliz 2011 - boas Festas

sábado, 11 de dezembro de 2010

OS 3 Rs : RECICLE, REDUZA, REUTILIZE

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

MÃE COMO ANTIGAMENTE.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Mãe à moda antiga.
Quando tive que optar entre o trabalho e a família, não tive dúvidas optei pela família, mas tive medo de que realizar a tarefa de mãe " full time", fosse me excluir do mundo lá fora.
Acredito que hoje em dia, a tecnologia foi o instrumento que mais me ajudou nesta nova empreitada, pois através da internet consigo ficar antenada com tudo que acontece.
Digo isso, porque nunca tinha ficado em casa, nem mesmo planejado ficar tão cedo sem atuar no campo profissional. Mas pude perceber que tudo na vida tem um preço, às vezes pagamos muito alto por estarmos fora de casa e disputando o mercado de trabalho e recebemos benefícios imensuráveis quando ficamos em casa e cuidamos da nossa família.
Pensem bem:
Quando optamos em irmos para o mercado de trabalho, delegamos a terceiros o dever de educar nossos filhos, alimentá-los e até mesmo de amá-los. Abrimos mão disso achando que o melhor para eles é a garantia de um "conforto" melhor, de ter as melhores roupas, os melhores brinquedos e etc.
Ledo engano, quando delegamos a outros o dever que de certa forma é nosso, nós simplesmente desistimos de exercer uma "profissão" das mais sublimes a de sermos mães.
Quando retornamos ao lar, em um primeiro momento vem um desespero por não mais exercer uma função rentável e passarmos a exercer uma função gratuita.
Na realidade, o ganho de capital vem indiretamente. Deixamos de gastar com babás, peruas escolares, empregadas domésticas e passamos a economizar.
Existe um ganho ainda maior, que é o de participar da vida de todos ao seu redor, seus filhos sãos os que mais ganham, ganham o estar presente em tudo o que acontece nas vidas deles, alimentá-los corretamente, perceber o desempenho escolar, as fases de crescimento e principalmente na formação de caráter deles.
A " função " de mãe é mais gratificante do que o melhor salário de uma multinacional.
Você participa, percebe e trata da sua FAMÍLIA.
Seu marido, após um dia cansativo e extressante chega em casa e é recebido pela sua esposa que o acalenta, ouve e o ajuda a nortear suas dúvidas. ele vai para o trabalho tranquilo, porque deixou os seus filhos em MÃOS QUE CUIDAM, as mãos da mãe.
Sabe que sua esposa irá guarnecer a casa, preparar a melhor comida, e principalmente por em prática o que ela faria em um grande empresa: ADMINISTRAR E GERIR A SUA FAMÍLIA.

LIVRO DO PROFESSOR: INOVAÇÃO E COMPETITIVIDADE GLOBAL

FELIZ 2010 - BOAS FESTAS

sábado, 5 de dezembro de 2009

Devolução de Crianças Adotadas

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Busquei em um site um tema interessante sobre a devolução de crianças adotadas. Geralmente essas crianças pertencem ao grupo de crianças maiores de 3 anos (adoção tardia). Mas quero salientar que antes de mais nada CRIANÇAS são CRIANÇAS e não mercadorias que podem ser devolvidas por simplesmente acharmos que elas vieram com "defeitos". Senti na pele isto porque na construção de um elo familiar há momentos que destacamos como superáveis porque independentemente da criança ser adotiva ou não ( biológica ) essas fases existem para todas, o que difere uma da outra é que vivenciamos essas fases com mais intensidade porque os nossos olhos estão mais atentos as atitudes da criança que chega, do que a biológica. É como se o tempo acelerasse para a nova criança e fosse mais lento para o filho biológico.

PENSEM ANTES DE QUALQUER ATITUDE DE QUE VOCÊ INFLUENCIARÁ NA FORMAÇÃO DESSA CRIANÇA E AO REJEITÁ-LA VOCÊ A TORNA VÍTIMA NOVAMENTE DOS SEUS TRAUMAS.

POR ISSO AO ADOTAR UMA CRIANÇA "MAIS VELHA" TENHA O DOBRO DO AMOR E RESPONSABILIDADE DO QUE VOCÊ TERIA AO ADOTAR UMA CRIANÇA DE 0 A 2 ANOS.

Devolução de crianças adotadas

A devolução de crianças e adolescentes pelas famílias que as adotam é uma realidade mais comum do que se pensa, embora a adoção seja um procedimento irrevogável perante a Justiça.

Uma pesquisa apresentada recentemente no Instituto de Psicologia (IP) da USP fornece subsídios para que os profissionais envolvidos no processo de adoção consigam identificar nos candidatos a pais alguns fatores de risco que sinalizem a possibilidade de ocorrer uma futura devolução.

Entrevistas com os candidatos a pais

"Nas entrevistas que antecedem a adoção, os técnicos do judiciário [psicólogos e assistentes sociais] deverão observar as angústias e preocupações reveladas pelos candidatos a pais por meio do discurso que eles usam. Isso ajudará esses profissionais a compreenderem qual o lugar que aquela criança vai ocupar no imaginário de quem pretende adotá-la. E nem sempre este lugar é o de filho", aponta a autora do estudo, a psicanalista Maria Luiza de Assis Moura Ghirardi.

Dificuldades de convivência

Segundo ela, a pesquisa também poderá ajudar nos casos em que, após vários anos de convivência com a criança adotada, os pais apresentam a intenção de devolvê-la por dificuldades de convivência.

"A intervenção de um profissional habilitado poderá reverter essa devolução", destaca. Ela conta que o processo de devolução causa muitos sofrimentos tanto para a criança, como para os pais adotivos. "Não há estatísticas sobre devoluções de crianças adotadas, mas o índice é maior do que se imagina", comenta.

Fantasia da devolução

Maria Luíza trabalhou com duas hipóteses que permeiam o ato da devolução. A primeira é a dificuldade de os pais inserirem no próprio imaginário a criança adotada na condição de filho. A segunda é a 'fantasia da devolução': "Só podemos devolver aquilo que não nos pertence. No caso de um filho biológico é como se a criança 'pertencesse' aos pais. Então, ela não pode ser 'devolvida', mas sim abandonada. O mesmo não ocorre com uma criança adotada, pois ela poderá ser devolvida ou para a família biológica ou para a tutela do Estado", explica a pesquisadora. "Essa 'fantasia da devolução' é uma experiência psíquica que faz parte do contexto de toda adoção, e poderá surgir, em maior ou menor intensidade, nos momentos de conflito com a criança", esclarece.

Fatores de risco

De acordo Maria Luiza, um dos fatores de risco é a chamada "fantasia de apropriação indevida" que pode ser visível em frases como "Tenho medo que a família biológica queira tirar a criança de mim", ou "Me sinto um pouco mal, pois acho que tirei (ou roubei) a criança da mãe". "É uma característica que pode ser considerada como o germe da devolução, pois mostra a existência em intensidade da 'fantasia de devolução'" por meio de seu sentido oposto [medo que os pais biológicos exijam a devolução da criança], aponta.

Origem da criança adotada

Um outro fator de risco refere-se à origem da criança. "Os técnicos envolvidos no processo de adoção devem observar quais são os pensamentos dos candidatos sobre o fato de a criança ter uma outra origem", aponta. Maria Luiza explica que o fato de a criança ter uma origem diferente da dos pais é um dado que não poderá ser esquecido.

"Porém diante de uma situação de conflito, um dos pais [ou ambos] poderá ficar lembrando disso o tempo todo, fazendo comentários que remetem a essa outra origem, como: 'Eu tirei você de um lugar ruim', ou 'Esse seu sangue ruim só pode ter vindo da sua família biológica'", explica.

Adoção por altruísmo

Outro ponto a ser observado é a presença da "adoção por altruísmo". "São pessoas que se consideram 'bondosas': estão bem economicamente e desejam adotar uma criança pobre com o objetivo de lhe oferecer boas condições de vida", explica. "Porém, muitas vezes esse sentimento de altruísmo esconde frustrações internas profundas e uma baixa auto-estima. São condições que irão interferir, no futuro, em seu relacionamento com a criança, dando margem à criação de inúmeros conflitos que podem culminar com a devolução", esclarece.

Adoção por conta da infertilidade

O conjunto desses fatores de risco - e não apenas um deles isoladamente - é que vai indicar se existe a possibilidade de uma futura devolução. Maria Luiza aponta ainda que a infertilidade do casal, quando as perdas provenientes da impossibilidade de gerar o próprio filho não foram devidamente elaboradas, poderá se tornar um fator de risco. "As altas expectativas diante da criança adotada também se tornam um fator de risco, pois as idealizações tendem a criar fracassos", comenta.

Adoção é ato irrevogável

Maria Luíza lembra que a adoção é um ato irrevogável. "Quando a devolução acontece é porque os técnicos percebem que a criança está sendo rejeitada de uma maneira tão intensa que torna inviável a sua permanência com aquela família. Então, para evitar maiores sofrimentos, a devolução é aceita e a criança volta para a tutela do Estado", explica.

Dois casos de devolução de crianças adotadas

Em seu estudo a psicanalista entrevistou dois casais e uma mãe que se viam diante de uma possível devolução das crianças que haviam adotado.

O primeiro casal havia adotado, há vários anos, um menino ainda bebê. O garoto cresceu, estava na adolescência e os pais tinham a intenção de devolvê-lo por problemas de convivência.

O segundo casal tinha adotado uma menina de 5 anos, mas queriam devolvê-la após cerca de 3 semanas, no estágio de convivência.

A outra mãe entrevistada queria devolver um casal de irmãos adotados aos 7 e 5 anos, após uma convivência de cerca de um ano e meio. Apenas no primeiro caso a criança adotada permaneceu com os pais adotivos. Nos outros dois, as crianças foram devolvidas para o Estado.


ADOÇÃO TARDIA: fases superadas

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Espero que entendam que adotar uma criança com mais de 3 anos de idade, vai muito mais além do que um gesto de amor, pois além do amor é preciso superar fases que muitas vezes são conflitantes.
Quero narrar minha experiência com a minha filha de 5 anos.Quando chegou no início deste ano ela apresentava uma postura de uma criança de 2 anos de idade, não falava, vivia nos abraçando e querendo colo a todo momento, achavamos que era por não estar acostumada com a nova família, mas descobrimos que além disso haviam muitos traumas a serem desmetificados.
FASE DA GULA: foi interessante porque nessa fase o problema não ficou apenas na esfera do meu lar, ele tomou dimensões maiores, envolvendo as relações externas. Tem um fato que ocorreu nessa fase e que ficou bem marcado foi quando houve uma festinha para ela ir e nessa festa ela não parava de comer tudo que ofereciam, minha cunhada que tinha levado ela me narrou que fcou até mesmo preocupada com a quantidade de docinhos, salgadinhos e bolo que ela comeu, nem mesmo um adulto conseguiria. Bem, foi aí que intervimos e nos posicionamos, comecei a dizer para todos da família que não mais achassem a criança como uma coitadinha que nunca tinha visto coisas gostosas e sim a tratassem normalmente e se tivessem que falar "agora chega" tinham que falar, pois senão ela não iria mais em lugar nenhum sem a presença dos pais.
Foi assim tomando posição e mostrando que tudo tem limite e que ela não estava mais em situação de pena que vencemos essa fase.
FASE DO XIXI: bom tenho que além de ter a minha filha adotiva tenho também a biológica e acho queaté mesmo por isso a fase do xixi na cama foi uma maneira de chamar mais a atenção para ela. Essa fase foi dificil mas foi partilhada por todos,quero salientar que ao adotar vocÊ não adota sozinho, todos fazem parte, pais, filhos, avós, tios, pediátra, todos mesmo sem exceções. esta fase além de perceber que o motivo não era físico, não havia problemas de saúde você tem que ter cautela ao mostrar para a criança que ela faz parte do meio e por isso ela é importante para você também, ser firme ao falar da incoveniência do ato de fazer xixi, mostrar que além disso gera problemas como no meu caso moro em apto, imagina onde fui secar o colchão na piscina do prédio, pois tive que pedir para o síndico permitir que eu secasse em um lugar comum. Ela participou de tudo, foi comigo levar o colchão, ficou vendo eu lavar os lençóis, o pijama e assim percebeu que tinha feito algo muito chato, me pediu desculpas e nunca mais fez xixi na cama.
FASE DO CHORO: Ela descobriu que se dessemos uma bronca por algo errado que ela fizesse com uma carinha digna de dó faz beicinho e abre a torneirinha do choro. Essa fase é a mais demorada, de vez em quando tem recaídas.. Mas, você precisa mostrar que o choro não resolve nada apenas irrita mais. técnica é deixar chorar até que ela perceba que não vai mudar o cenário e aprender a argumentar de forma normal para sua idade. Só que a fase do choro foi utilizada também para as tarefas escolares quando não estava a fim de fazer tarefa lá vinha a carinha de choro em cima da lição. Qto a escola ela não chora mais, mas só passou quando ela viu os parabéns da professora pela tarefa feita. Com as broncas o melhor foi perceber que a forma como falar com ela tinha que ser olho no olho e dizer porque estava recebendo uma bronca pelo que fez.
FASE DA COMIDA: eu tenho um sobrinho da mesma idade que ela e ele desde bebê teve problemas com alimentaçõa, alergia ao leite, trigo, entre outros. E devido a isto foi sempre paparicado com alimentação. Como já falei quanto à comida e não tinha problemas para ela comer tinha problemas para ensiná-la a fechar a boca. Mas o exemplo do meu sobrinho serviu para ela utilizar a comida como forma de chamar a atenção netão foi só juntar um mais um para ver no que deu: parou de comer direito. Esta fase estou vivendo atualmente, ainda não encontrei a solução mas quando descobrir eu vou postar.